Entraram no meu carro. Pegaram tudo. Objetos de pouca valia e algumas futilidades mundanas. Mas furtaram algo que não tinha preço. Levaram minha dignidade junto com as mesquinharias baratas. Mal sabem o preço dessa mercadoria. Surrupiam-na sem conseguir aferir o valor do ganho. E pior: o valor da perda, que eu, todavia, sinto no bolso da vida. Exagero? Exagero é não se importar mais. É passar por ali e acolá e achar tudo normal. Mendigos a revirar as latas de lixos, em busca de restos. Bichos. Somos bichos, sem qualquer dor de consciência. Cidade paulistana, como podes ser tão cruel com teus cidadãos? Os que furtam e os que são furtados? Os que comem e os que são devorados?
Desembaraço
Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Tropeço
Não vou mentir. Hoje, minha alma é lágrimas. Minha voz é contida. Meu grito, sussurrado. Não cuidei de manter tudo de bom em mim e fui no fluxo do mundo de maldades, chicanas, desconfianças. Senti o turbilhão de más energias me puxar essa semana e eu não soube segurar minha essência límpida. As consequências sempre são maiores do que o tempo presente e é triste saber que, por mais que se perdoe, por mais que se retome, cicatrizes marcam a vida daqueles que machuquei ou perante os quais não emanei meus melhores reflexos. Que a próxima semana seja melhor. e que eu não me perca nos problemas do mundo, nas provações de todo dia...
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