Roda Gigante de Recalques, Moralismos e Outras Coisitas mais. Viver em Sociedade é achar-se independente, sem ser. E crer na singularidade, sem ter. É ousar e perceber-se no lugar. Ao se questionar uma coisa, convalida-se outras tantas. Caso contrário, nada tem resposta. Ser coerente em um lugar para ser incoerente em outros. É o que fazemos a todo instante. A socialidade está na carne, os valores adentram a alma e deixam marcas indeléveis, por mais hippie que se seja. Todos seremos fruto do meio porque o meio é dentro de nós. Despir-se disso é balbuciar frases sem sentido na rua, trajado de nada além da nudez. Sem medo, sem porquês. Toda crítica a esses homens é social. E querer ser eles, estranhamente, tem em si uma covardia e uma coragem. Viver é uma arte.
Desembaraço
Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Semi alienação
Sou alienada do mundo. O que me diz respeito é esse pequeno universo interior de todos nós, que ninguém pode contar, porque qualquer narrativa a seu respeito já não consegue dizer nada sobre ele. É mundo, mas não é ele.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Prolixa
Lembrei, porque estou aqui no silencio dessa casa. Lembrei, porque não esqueci nunca. Lembrei já que outra atitude seria fingir. Sua risada alta, uma doçura que eu não sabia entender. Precisei te perder para entender cada oração na madrugada, cada choro em sussurro, cada gesto de abdicação. Nunca serei tão amada e esse amor inconcreto, sem regar, parece hoje só unilateral. queria praticá-lo de novo ou pela primeira vez. Precisei te perder para amar com mais força cada momento que passamos juntas. É mais um instante daquela saudade apertada, dessas que o peito congela de medo do amanhã, porque é mais um sem você. Saudades
Sampa
Cair do sonho e acordar num mundo cinza, onde tudo se complica por nada, onde as moedas sem valor de troca passam a tentar comprar o amor que não se acha. São Paulo, colore com as tintas dos grafites o coração dos teus homens mercantis.
Jogadora
Lembrei dos momentos Da mais pura Confiança. Na mais integral entrega. avassaladora exposição. A forma como dei de ombros... Nunca imaginei quão duro era para um ser humano se abrir daquele jeito. Medo, insegurança. Esqueci tudo isso, sem perceber que isso me guiava e agora dr mascara nessas feridas todas. Tornei-me insensível a algo além da jogatina. Famosa vulgarização do amor. Babaca hoje só tem um sujeito: o que vos fala. Babaca fui eu. Babaca fui eu. Eles me amaram e eu só via rostos sem mãos suadas, sem palavras medidas, sem frases pensadas. Eu vi nada porque não via amor.
Na boca alheia
Em síntese: deslocada. Habita o vizinho, o colega, a pessoa que está ao meu lado. Essa vida na boca de todos que ousam defini-la e definir-me. Nada serei do que dizem de mim? Criaram um eu paralelo e talvez mais real que eu mesma (que me desafio a desentender-me comigo frente as minha incoerências). Passo a me confundir com esse alter ego que nem sei o que de mim tem.
Desqualificando
Istas, ismos e coisa e tal. O único ismo que sigo, a única ista que sou: nunquismo e nunquista. Todo dia sou uma e toda forma de qualificar hoje me soa hipócrita, parcial, inocente ou patética.
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