Às vezes me pergunto se não passa de falta de fé. Outras, se é o psíquico em autopreservação. Afinal, ver diante de você algo diverso, a questionar, a combater, a apontar e a errar é mais que um exercício de paciência: é revolução. É um cutucar a ferida que pode não mais sangrar com um curativo, que, todavia, mascara, que deixa passar o auge da dor. O flagelo da estabilidade é, enfim, o "não estar só". Medo, Puro medo?
Outras tantas vezes, apenas reafirmo minhas concepções: o tempo passa e acho que não nascemos para nos eternizar em nada. Instituições ou convenções. Casamento, que é as duas juntas, menos ainda. Focault estava certo quando falou do cemitério de verdades. Enterro uma a uma. Dia a dia. Entalhar-se em uma forma, que amanhã pode não fazer mais sentido é uma incoerência ao modo de vida vigente dessa geração que quer hoje e agora. Se é certo ou errado ser assim, não sei, fato é que se é assim e precisamos lidar com esse novo status quo com realidade, sem, contudo, colocar nele alguma qualidade cármica que nos impede de ir além.
Não se pode negar que estar com alguém é um espelho que se olha com profundidade. Não é um de elevador, que você passa, enxergar-se brevemente, para confirmar o que se sabe, em ode à vaidade. É o espelho do começar o dia e do findar a noite, esgotado ou decomposto pela matéria de todos nós.
Desmascaramos o amor na submissão das mulheres de outrora, nas vaidades de homens que precisavam cuidados em sua vida doméstica. Eles, todavia, inegavelmente carregavam em suas hipocrisias ou necessidades dirigentes uma felicidade diferente. E buscamos. E buscamos. Corremos o mundo, conhecemos gente, ganhamos mais dinheiro, compramos casas, barcos, conquistamos amigos, saciamo-nos em corpos frescos, mas nos sentimos só, às noites, antes de dormir. Isso, nenhum solteiro nega.
Aí me questiono o que mais vale? Porque quando me entrego a uma relação, não raro sinto sede de mim. E quando saio dela, sinto fome de nós. O que vale mais? Por Deus, o que vale mais? Critérios objetivos. Não me venham com falácias auto convencitivas, justificatórias. Não me interessam.
Fato é que o mundo é outro, há coisas tantas para se viver, pode-se ir ali e aqui. Amar ali e aqui. Sentir ali e aqui. Viver de tudo em qualquer lugar. Novamente tudo depõe contra essa união que, todavia, insistentemente resiste, não sem hipocrisia, por muitas vezes, e vontade de fuga em outras tantas. Incapacidade de lidar com o esfacelamento de algo que não mais se adapta ao hoje ou verdadeira substância atemporal? Desespero frente a solidão ou maturidade evolutiva? Muros concretados em cima de areia caem a toda hora e ainda assim, constroem-se novos muros em solos desconhecidos. Eu não sei.
Creio no amor. Acho o amor mágico, mas o casamento, parece-me apenas a cartola em que se esconde tudo que se quer que um dia reapareça. Contudo, não ouso discordar que essa cartola traz uma magia incrível para a vida.
Outras tantas vezes, apenas reafirmo minhas concepções: o tempo passa e acho que não nascemos para nos eternizar em nada. Instituições ou convenções. Casamento, que é as duas juntas, menos ainda. Focault estava certo quando falou do cemitério de verdades. Enterro uma a uma. Dia a dia. Entalhar-se em uma forma, que amanhã pode não fazer mais sentido é uma incoerência ao modo de vida vigente dessa geração que quer hoje e agora. Se é certo ou errado ser assim, não sei, fato é que se é assim e precisamos lidar com esse novo status quo com realidade, sem, contudo, colocar nele alguma qualidade cármica que nos impede de ir além.
Não se pode negar que estar com alguém é um espelho que se olha com profundidade. Não é um de elevador, que você passa, enxergar-se brevemente, para confirmar o que se sabe, em ode à vaidade. É o espelho do começar o dia e do findar a noite, esgotado ou decomposto pela matéria de todos nós.
Desmascaramos o amor na submissão das mulheres de outrora, nas vaidades de homens que precisavam cuidados em sua vida doméstica. Eles, todavia, inegavelmente carregavam em suas hipocrisias ou necessidades dirigentes uma felicidade diferente. E buscamos. E buscamos. Corremos o mundo, conhecemos gente, ganhamos mais dinheiro, compramos casas, barcos, conquistamos amigos, saciamo-nos em corpos frescos, mas nos sentimos só, às noites, antes de dormir. Isso, nenhum solteiro nega.
Aí me questiono o que mais vale? Porque quando me entrego a uma relação, não raro sinto sede de mim. E quando saio dela, sinto fome de nós. O que vale mais? Por Deus, o que vale mais? Critérios objetivos. Não me venham com falácias auto convencitivas, justificatórias. Não me interessam.
Fato é que o mundo é outro, há coisas tantas para se viver, pode-se ir ali e aqui. Amar ali e aqui. Sentir ali e aqui. Viver de tudo em qualquer lugar. Novamente tudo depõe contra essa união que, todavia, insistentemente resiste, não sem hipocrisia, por muitas vezes, e vontade de fuga em outras tantas. Incapacidade de lidar com o esfacelamento de algo que não mais se adapta ao hoje ou verdadeira substância atemporal? Desespero frente a solidão ou maturidade evolutiva? Muros concretados em cima de areia caem a toda hora e ainda assim, constroem-se novos muros em solos desconhecidos. Eu não sei.
Creio no amor. Acho o amor mágico, mas o casamento, parece-me apenas a cartola em que se esconde tudo que se quer que um dia reapareça. Contudo, não ouso discordar que essa cartola traz uma magia incrível para a vida.
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