Cansei de sonhar. E sem esse verbo a vida se acaba. Morre hoje em mim a criança que cria poder lutar com o mundo, para fazer justiça. Conto moedas para poder pagar o próximo imposto e isso faz dolorida qualquer existência que se pretenda digna. Perdi o gosto pela boa comida. E nem choro mais. Sou uma velha nesse corpo carnal, que não é nada. O ócio me denuncia a dor do mundo, que carrego no colo, sem mais ameaçar-lhe a espada. Não sou ninguém. Não quero, pois, comparar-me aos sábios, porque sequer sei se isso que sentiam. Espero que não seja essa dor de quem levanta para não fazer o que ama. Eu cansei de trabalho. Só quero fazer poesia...
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