Desembaraço

Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A minha consequencia por outrem

É triste saber que você perde um possível grande amor por outros terem feito do amor dele uma perda...E assim caminha a humanidade a passos fúlgidos. Descrente de que o amor dura, veemente de que a dor não cura. É triste essa solidão de dois. Mas se não haverá de nós depois, a dor recrudesce. Então vivamos essa metade covarde, que da vida se não leva ódio, também vai sem saber do amor. Com medo do inferno não se vai ao céu e se fica no muro terreno de meios sentimentos. E como viver um meio amor? Ou é em si ou não é nada. Não mando recado de uma dor vivida a alguém. Se receberes, certamente não sentirá a angústia de quando te escrevo. A geração das estrofes de amor por telefone, em que tudo é nada, porque o nada é muito. Deixe-me ir. Preciso andar...

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