Desembaraço

Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...

terça-feira, 27 de março de 2012

Ouvir Sinos

Enfim sos. Ele pegou na minha mao, olhou fundo na minha alma e suspirou uma constatacao contida em recatos e razao. Não era ora de dizer pois isso estragaria a sintonia de ambos a intuirem. Aquela frase gemida estava lapidada como momento nosso. Momento em que simplesmente soubemos. Mentalizei gratidao a Deus e vivi aquele amor que não precisava de expressao

sábado, 24 de março de 2012

Não escrevo muito. Eu sou subjetiva. Dou sinais da mentira que conto. Pareço indecisa. Eu sei o quero. Talvez eu não saiba. Eu sei o que era e está longe de onde agora caibo. Eu sou impassiva.

quinta-feira, 22 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

Contraprestação

Há dias que não paro para pensar na vida. A vida se encarrega de pensar em mim. Dá-me cada dia um leão. Não por pedido. Odeio a sintaxe. Bom, de toda forma, eu mato todos. Mas, de forma tola, pergunto à vida: quando terei uma presa idiota?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

CISNE

Amoldo-me, Rebaixo-me, Ajeito-me nesse espaço. Eu me calo, se me há embaraço. Sou cisne, mas de pássaro... 
Eu sou pura. Eu não vôo.

ESPELHO

Me mato, me ressuscito, com um tapa é que revivo. Eu te mato, se te for preciso. Sou cisne, mais um pássaro... 
Eu sou dura. Eu não volto. 


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A Sequência Lógica

É preciso morrer para renascer. Essa obviedade é, em muito, esquecida, ao longo dessa vida. Queremos pular as etapas dessa sequência lógica do luto, da abnegação. Toda vez que estamos descrentes, precisamos cavar um buraco para dentro da terra. Cada um tem um tanto a descer, até que sinta falta de respirar ar puro novamente e sentir necessidade de voltar aqui para fora. Toda ruptura, gera a necessidade de encontramos conosco, para depois poder reviver para o mundo.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ter consigo

Há dias que não são para ser. Mantenha-se em casa. Programe seu filme e viva você. Eu desrespeitei essa regra máxima. Tudo aconteceu em contramão do branco, do dia, da tranquilidade. Foi-se garoa, chuva e enfim a tempestade. O trem das onze passou às 11:05. Só nesse dia. Perdi a estrada e um pouco do bom de mim, naqueles blasfemares e insultos ao nada. Irretratável perda. És outra em cada minuto que avança e trouxe à nova um apanhado de carcaça suja. Me deparei comigo e fugia do ter de encarar-me. Sozinha, deixaria a cabeça vaga para pensar em coisas a serem sanadas. Era preciso tomar decisões difíceis. Não seria o momento, contudo. Estava contaminada desse ar fúnebre da morte alheia que desejava. Insisti na saída que era um aborto provocado. Ter com elas parecia bom. Algo não deixava. Decidi esquecer o mundo lá fora, porque ele não me queria hoje, sendo parte sociável dele. O mundo era meu. Ocupei minha cabeça com o nascer da vida. Gramíneas esfumaçantes. E isso me fez mais. Eu ali. Desprotegida em frente de mim. Olá. Como está? Abatida. Com olheiras. Todos esses seus devaneios aparecem na sua cara esbranquiçada. É o seu desprezar de vida boa, de vida certa. Você não dorme, você não come, você divaga em seu ser vazio. Não é contraditório? No que tanto pensa? Pensa nesse real aqui dentro, se acha aqui no meio disso tudo, por favor... Da janela para fora, onde não mora o real de você, já tem gente demais para pensar.