Desembaraço

Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Há algo sim

Te achegue aqui no cantinho do meu peito. Este lugar já é teu. Te perca aqui na bagunça do meu jeito. Estar aqui já te faz meu? Eu queria te roubar de todo o mundo pra te enquadrar na cabeceira da minha vida. Eu queria gravar cada segundo só para rever nossas ações tão desmedidas. Se briga, é para me ver te procurando, até mostrar ser por dó. Se xinga é só para me fazer exposta, até mostrar que não consigo me fazer só. E eu procuro psicologia nos teus atos tão falhos. E eu encontro na tua rebeldia um pouco de amor recortado em retalhos. Eu costuro todos eles orando a prece de mulher antiga. Eu conserto seu dizeres com minha ilusão há muito repetida. Faço minha oração por ti. É culpa do passado. É arte da sua história que você tem medo de se repetir. Entendo o seu recado, não é preciso uma grande oratória para me fazer te sentir. Basta seu choro na madrugada, para eu entender tua dor. É com o sopro da tua mágoa que se faz meu amor. Ninguém é capaz de compreender a alegria que me trazem tuas tolices. Todos querem me fazer te esquecer ao mostrar o ponto alto de tuas canalices. De fato ele não presta. E daí? Será que é isso que interessa? Porque se é, vou ter de mentir. Vou fazer-me displicente à tua falta de sensibilidade. Vou fazer da tua mais torpe mentira a minha mais eloquente verdade. Se é pra te ter tá bom... Há algo aí dentro. Há algo sim.

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