Às vezes tudo muda como céu de tempestade no verão. E eu lembro que tu existes. Aliás, recordo-me que estás lá, quando percebo que me esqueci de ti. Eu não falo muito contigo, não nego. E não há desculpas para isso. A minha vida corrida, as minhas preocupações, os meus momentos de alegria, as minhas conquistas, nada é causa para não te encontrar. Aliás, é mais razão para eu vir a ti. Até porque tudo isso só existe porque tu me deste o dom de viver. Tento ser boa, meu Deus. E sei, com convicção, que nada em mim tem intenção de causar mal a alguém. Não sou santa, posto que erro, mas não faço o mal com o ímpeto de fazê-lo. Se as consequências dos meus atos não são boas não é porque almejo que assim seja. Arrependo-me, reflito, procuro pensar na mente alheia. Vim no mundo para aprender com a visão de quem não sou, de quem me analisa dali. Mas quando tudo gira, não obstante a minha preocupação em não transmitir não buscar pelo errado, vejo que a inveja e que os desentendimentos deixam uma energia ruim no ar. E, se não falo contigo, esta vibração não vai embora e sintoniza com o frágil de mim, imbricando-se por entre bons fluidos e impedindo coisas, em princípio, fáceis de deslancharem. Faço-me incompreensível, vejo-me mal interpretada. É a hora que me dou conta que não posso resolver tudo e que se há o bem, também existe o mal. Eu sou pequena e não tenho armas todas para eliminá-lo. Preciso de ti. Traz paz, meu Deus.
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