É seu aroma de encanto que me faz ser sua rosa. E sua cara de espanto que me faz lhe dar minha prosa. A esta hora. A esta hora? Eu chego tarde, meu bem. Estava na loucura do trabalho, não na companhia de ninguém. Não faça esta cara de convencimento forçado, quando eu procuro seu beijo. Não encana com o despropositado no auge do meu desejo. Eu fico lá contando o tempo para vir aqui. Entre telefonemas e agendas eu me faço distrair. Pinto o seu rosto no ar com as cores do meu desconforto. Sinto seu cheiro ficar em cada parte do meu corpo.
É sua redoma de atenção que me faz ser jasmim. É a certeza da traição que me faz rir assim. E eu me explico. E eu me explico? Eu chego tarde meu bem. É... Então tá, talvez eu estivesse com alguém. Não me faça não querer mais seu carinho, poxa. Não me irrite a ponto de eu te deixar aqui sozinho, seu trouxa. Eu fico lá pensando como vai ser quando eu chegar em casa. As mesmas brigas, a sua cara feia que não passa. E eu tento. E eu tento? Aí eu foco na minha carga de trabalho. As suas desconfianças fazem cada dia mais longo este meu itinerario. Eu espero muito a mais antes de ir embora. Todos já sairam, há muito passou da minha hora.
É sua implicância de ego que me faz ser flor de enterro. É este discurso em que me apego que me causa desespero. Eu não suplico. Eu suplicava? Eu não chego mais do trabalho, amém. É, agora você talvez esteja certo que existe outrem. Eu saio. Não volto. Em paz, eu me solto. O meus minutos de desabrochar não são mais seus. Sem mais delongas, só vim dizer adeus.
E nasce sozinho um girassol.
É sua implicância de ego que me faz ser flor de enterro. É este discurso em que me apego que me causa desespero. Eu não suplico. Eu suplicava? Eu não chego mais do trabalho, amém. É, agora você talvez esteja certo que existe outrem. Eu saio. Não volto. Em paz, eu me solto. O meus minutos de desabrochar não são mais seus. Sem mais delongas, só vim dizer adeus.
E nasce sozinho um girassol.
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