Não precisa sentir medo. Seu segredo está aguardado. Este amor de mim roubado calo sem reprise. Faço por mim, sem o peso do egoísmo. Sei que o fim foi tudo que fiz por mim mesma nesta história toda. Passei mais de uma noite em frio, diante do som vazio dos seus lamentos. Você estava aqui, mas não sentia o pulsar daqui de dentro. Não estava, pois. Era eu e você sentados em nossos espaços, em mundos tão distantes. Não cabiam dois. Se me viu, foi assim deste seu jeito todo torto. E aqui, escondida no meu sofrimento transformado em ombro para você se recostar, estava eu toda dilacerada na sua insegurança, sem qualquer rencosto, sem qualquer terapia. Doíam as suas banalidades, que lhe davam o direito do reclame (a que eu não me permitia). Todos os meus ditames de mulher feita eu perdi na irracionalidade: calei qualquer discussão, mas em gestos não calculados sei que traduzi aquela frase, que hoje forço ser passado. Você não conseguiu ouvir. Parabéns por ter sido amado. É ponto, algum choro, e nosso fim.
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