... E aí você aprende que ser elegante e cuidar dos detalhes é muito mais sexy que mostrar deliberadamente seu corpo. Aliás, você entende que mostrar muito não é necessário para conseguir nada. Aliás (em riso gostoso de melhor constatação), você começa a não QUERER nada. E entre olhares de quadros (que você antes não notara) e lembranças mentais de histórias (que você outrora não vivenciara), você atine haver nos outros parcela significativa da pessoa que você era. Observa com vagar o tipo de gente que elas atraem e, em comparação humana imediata, recorda dos homens que atraía e de algumas insensatezes de jovens tropicais. É a hora em que a necessidade do tempo para a identidade se faz epifania, que agora lhe é recorrente. Conclui, em graça de suspiros, que a insegurança lhe parecia indissociada da similitude e agora lhe é tão simples no seu ser como tal, ainda que e graças a Deus diferente. Você consegue fazer uma fotografia mental do exato instante em que do seu rosto saiu um borrão do escuro e entrou sua própria cara. Você reafirma assim a noção número 1: a proposta mais permanente dos afeitos à sensualidade sofisticada é diferente do agir impulsivo e desesperado comum aos adeptos da vulgaridade do escancarado. Aí você volta feliz para casa, muito mais consciente da sua felicidade do que antes...
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