É da boca pra fora. É a vontade de poder fazer as palavras serem a verdade da alma. Infelizmente, não é. Eu não amo você, nem poderia. Parece não haver contexto e o amor, quando de fato vem, simplesmente se encaixa sem mensuração racional de possibilidades. Aceita-se cada tropeço, sem doer as articulações. A trilha é plana, ainda que não. É um que anda em romaria de gratidão, carregando-se mutuamente em comunhão. Diante do binômio inexato, não correspondente, que é esse nós dois cada empecilho me vem à vista, trazendo hesitação ao seguir. Dá-me cãibras no só olhar o caminho que haveríamos de seguir. É montanha antevista. São dois a correr em suplício de dor, aguentando-se em revezamento por sacrilégio. Essa vontade desesperada de amar mais uma vez que me impulsiona a dizer essas palavras sem sentido, sem força de espírito... Como eu queria amar você, mas não amo
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