Olhar de fim de luta. Rebaixado pelo grito de dor que ainda se escuta, a ranger com desespero no meu ouvido durante todas as madrugadas. Acordo com meus meus próprios gritos por ajuda. Mas agora não há quem acuda as famílias da pessoa que matei. Foi uma bala no meio do nada que acabou com o tudo daquela história. Me falha a memória, se fui eu que atirei. Mas em meio a tantos tiros, como me eximir da responsabilidade. Havia uma grande possibilidade, contudo, que aquele exato contato tenha partido do meu rifle. Concluí no caminho de volta. Tudo estava igual, mas uma parte de mim ficou morta, com aqueles corpos, jogados na terra. Venci a batalha, mas perdi a guerra. Foi assim que me senti. Apertando ou não o gatilho, explodindo ou não a granada, carrego a culpa na mesma mochila abarrotada de armas. Guardo-a, junto com fuzil.
Nenhum comentário:
Postar um comentário