Desembaraço
Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Mãe
Me seguro no corrimão da sua estrada e ao sentir que o rumo é apenas um viés de quase nada. Vejo-me refém das suas escolhas imaturas. Não vou embora. Não consigo ir. Sinto-me culpada de deixar você sem os meus decifres. Sem os meus palpites. Quem dá discernimento a você? Você não me quer fora. Você não quer se despedir. Eu quero estar em cada detalhe da sua agenda. Mas por favor entenda. Nao é controle, é minha forma de te amar. Quero saber que dor te faz mais humano. Quero saber em que parte da estrofe você vê um engano. Só quero saber. Portanto, quando se lembrar das broncas não se zangue. Cada pedaço de mim que corre no seu sangue vai te fazer vencer. Só rezo, só vivo, para fazer você crescer.
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