Desprovido de sentido, o universo dissuadido não quer mais me encontrar. Colocou-me fora da órbita e em sua veia mórbida fez do meu grito um suspirar. E sem a minha ideologia, me entreguei a covardia de esquecer de questionar. É mais fácil fazer parte, do que querer mostrar minha arte a quem ão sabe apreciar. Integrei-me à rotina e à minha sabatina um prozac vem somar. Parei de ler artigos loucos, entendi que o suspiro rouco é fadado ao sufucar.
Sentei-me diante de mim, olhei-me fundo ali parado. Nem sinal da causa mortis, nem quem me fez suicidado. Não havia mais nada do que carcaça tola, idéias todas. Sem mais do eu, senti me exposto e vulnerável. Um mostro de faces trazidas de última hora. Amargo gosto de ter me deixado embora. E me envergonho. Percebi que não sabia mais o verbete do meu próprio sonho. Onde é que eu estava naquele meio dos outros? Onde eu que eu me punha naquele meio de todos?
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