Sentado na praia vontade que dá de sentir o sopro, o gosto do mar. Nadando nas ondas vontade de mais, de um muito que é pouco, para quem não tem paz. Areia é veia de canto. Minha casa é cheia de pranto,então eu só queria ficar. Arreia na ceia o manto. Minta e faça sereia um encanto que nos permita voltar. É dia de Lual. É dia de Luar. Eu posso fingir que sou outro. Posso sentir que o encontro não vai se acabar. Esquecer meus minutos de dor. Agora é a hora do amor poder me doer. Só quando amanhecer eu volto para o meu calabouço. E lá que enfrento meus monstros, quando lembrar o que me fiz esquecer. Acabou o Luar. Acabou o Lual.
Cercado de vaia eles querem que eu vá, e é só o desgosto que me permite lutar. Remando na vida o cansaço se faz, o pouco é muito, para quem não tem próprio cais. Centenas do vilarejo não sabem nem ler. Daí porque o desejo de às vezes esquecer, e eu só ía tentar... Sem pena, o sertanejo se entrega ao morrer. Cai no cortejo pra tentar escapar. É dia de Pressa. É dia de Prece. Eu não posso mentir quem sou eu. Não posso acenar um adeus. Devo lembrar os instantes de amor. Agora é a hora da dor ter de amar. Só quando escurecer eu penso na mentira. E lá que me iludo com falsa epifania, quando esquecer de lembrar. Acabou a Prece. Acabou a Pressa.
Sentado na praia...
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