Foi num amanhecer de quarta-feira, em que a semana já se faz pequena que meu tempo parou. A noite se fez manhã, e eu em febre terçã, não parei de falar teu nome. Balbuciava sequencialmente as letras deste você ausente que na minha loucura eu trazia aqui. Seu rosto resplandecia naquela água fria que debruçavam para me fazer a realidade. Oposto de me fazer sentido, aquilo mais alongava a insanidade e eu fazia repetido: Você é gota. Chove em mim. Você está solta. Se prenda assim. E percebendo o meu grito sem efeito, eu chorava, ao menos, em seu respeito ... A mesma água.
Foi na quinta-feira restante, em que a semana pareceu tão grande, que meu tempo correu. O dia se fez escuro, e, então me vi em apuros, ao não conseguir mais dizer seu nome. Asseverava racionalmente frases do eu presente que eu não percebia lá estar. Meu rosto nada refletia, a defronte se fez vazia no espelho da minha verdade. Ao perceber tamanho sentido, desisti da minha vaidade, e fiz novamente repetido: Você é gota. Chove em mim. Você está solta. Se prenda assim. E percebendo o meu grito sem efeito, eu chorava, ao menos, em seu respeito... A mesma água.
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