Acho que a crendice é um conforto dos covardes
Preferem erigir dogmas a questionar fatos,
Endeusar terceiros a procurar a divindade dentro de si mesmo
Se escapam pelo ladrão hipócritas desse mundo, por que haveria eu de ser diferente?
Seria muito dignificante, mas esse tipo de êxito não me dá lucro
Isso move os traseiros capitalistas do mundo em que vivo
Melhor esperar desse tal de Jesus a outra face e continuar bofeteando cada cara lavada
De esplendoroso, basta-me a crítica, que é tão mais apática e menos cansativa
E ainda me dá o pão de cada dia.
Vejam: não sou de fato um pagão abençoado! Não seria injusto?
Eu não preciso ser melhor, mudar o mundo ou trazer o emplasto da alegria
Fodam-se as futuras gerações que ficam
Que morram com a avalanche de carbono
Que se afoguem com enchentes de merda que vazam das bocas cínicas
Escondem seu discurso atrás do manto verde, da mesma cor do dinheiro
Que verdadeiramente os impulsiona
Não há mais solidariedade e altruísmo nas mentes vintistas
Nosso século sofre do vírus do egoísmo e da epidemia da autoflagelação
Escondem a regularidade cansativa dos comportamentos na busca de idiossincrasias
Nós somos de fato os mesmos
Alguns descendentes dos Cubas, outros dos Nazarenos
Se a saga jesuína é literalmente conto do vigário
E se esse nada mais é para mim do que um pederasta enrustido
Aquele certamente cedeu as tentações da carne já usada da meretriz
Não confio em cruzatistas da igualdade
Que lutam em um mundo paralelo e irreal
Onde a podridão é a do dente trocado por ouro
Em que a dor que aflige é a do estômago esfalfado,
Após a impulsão de um banquete pago com teus míseros tostões
Não poderiam viver no mesmo lodo pobre e faminto dos equânimes?
Anestia-me com a óstia do coma
Embriaga-me com esse líquido do medo
Compartilha comigo cada pedaço sujo do corpo desses pedófilos
Que Assim seja
E que assim continue a ser
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