Desembaraço
Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...
terça-feira, 22 de março de 2011
Cama Fria
Raia o dia e a cama já tá fria com saudades de você. Não sai da minha esta sensação vazia de quem acaba de perder. Foi-se embora o dono deste canto da cama. Fez-se longo o tempo de encanto desta trama. O desejo, a paixão e o casório. O cortejo, o caixão e o velório. Agora tudo é fim... Só há lembrança, lembrança, lembrança. Mais nada. Foi jogada na entrada da nossa casa que me postei, por horas. Como se você fosse surgir ali... Ri do primeiro encontro, quando lembrei que agora você é morto e não me fará mais sorrir. Agora despejo suas roupas em uma mala para a posteridade, e jogo metade de mim ali dentro junto daquele pouco de você. Aquela engraçada camisa tão decotada e a bermuda preta. E naquele incômodo pijama desbotado, achei sua caderneta... Naquele bolso que eu sempre dizia inútil. Devia ter dito que te amava a última das vezes. Eu lia cada trecho daquelas suas transcrições triviais como se poemas fossem. Eram doces reflexões sobre seu dia. O dia em que a cama ficou fria... (escrito no dia da postagem)
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tem um lugar que preciso te levar! :)
ResponderExcluiré o Sarau do Binho, acontece toda segunda feira no Campo Limpo, é um pouco longe pra vc, mas acho que vai gostar :)