Desembaraço

Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...

terça-feira, 22 de março de 2011

O ser si

No silêncio da noite que consome as forças e retira tudo da mais suave alegria.

Um olhar ao infinito é a covarde solução para a esperança que morre no peito.

A dor de uma angústia insensata adentra o íntimo do ser e mata as boas lembranças.

Surge uma voz que reacende o brilho que sucumbia num grito de contável vida.

Quando tudo se restringe a uma óptica imatura.

A maturidade de outrem me retira a venda.

E o mundo assume novas cores, outros rumos.

Possibilidades abstratas e insólitas tornam-se concretamente reais.

Surge uma ligação que ao corpo transcende.

Almas laçadas por um mesmo desejo.

Ah a felicidade...

Além de julgamentos e alheias vontades.

Sinto-me livre para tornar o detalhe um ganho.

E deixar a minha dor revirar-se em lágrima de vitória.

As conquistas tornar-se-ão um mero rascunho de modéstia.

Enquanto os erros uma demonstração divina da inferioridade do ser.



A solenidade de apenas... poder ser eu mesma

A amplitude de bastar... ser eu mesma.

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