A solidão que pede uma navalha... No limite entre vida e morte, grita por um último consolo, ainda que uma voz trêmula que a detenha, porque a sua própria voz se sufoca no pranto e na depressão! O silêncio mudo que sai da sua alma se mescla ao ruído quieto do quarto e o mundo e a sua própria existência tornam-se partes de um todo esperado e monótono. A solidão que pede uma navalha... A novidade de cada dia é só o aumento da angústia, a dimensão concreta da sua infelicidade de não ter mais chão, de sentir-se voando nos mesmos ares, ultrapassando as mesmas nuvens e vendo os mesmo rostos secos e apáticos na ânsia de uma linguagem fática, superficial e acaciana. A solidão que pede uma navalha... Um último vasculhar de gavetas cerebrais, nenhuma alegria recente, nada, senão papéis brancos jogados num canto de um lugar qualquer. Nenhum amor, nenhuma esperança, ações em vão... Será que alguém notaria sua ausência? Não tinha filhos, não se relacionava com parentes próximos, nenhum parceiro da mesma desgraça... A solidão que pede uma navalha... Corte, Sangue e a Primeira Novidade!
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