Desembaraço

Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...

terça-feira, 22 de março de 2011

Partida

Sai da cama ainda quente,
Sem deixar-lhe uma rosa,
Sem nenhum dedo de prosa
Apenas a observar teu corpo nu.
Esqueci dos poemas,
Apaguei as promessas
E não mais me interessa o que há de pensar.
Só lembrei do prazer profano
E lamento o engano de dizer que te amei.
E se quiseres consolo
Nesse novo abandono
Procura por um outro alguém.
E quando acordar
Eu já vou estar muito longe daqui
Perceberá então a dor, que um dia, me fez descobrir.
Eu sinto... Amor, mas agora sou eu que preciso partir.




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