Desembaraço

Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...

terça-feira, 22 de março de 2011

Humanidades

Crer que o mundo é algo palpável é uma maturidade egoísta. Sentimentos morrem e nascem sem ao menos serem experimentados por todos. Quando pensamentos convergem numa sintonia tão próxima sem, no entanto, tocar-se já é o limite. Nada é tão perfeito. Almas-gêmeas são uma estúpida denominação escassa de uma teoria esparsa. A apatia excêntrica cria vendas que transformam o mundo em algo sarcasticamente esplendoroso. A poeira que fica em baixo do tapete cria raízes e mostra que a casa inteira está podre. A ignorância nefasta da humanidade ofusca a hipocrisia (e cega olhos ainda coerentes!) ao relevar os fatos a meras opiniões inocentes. Tão convincentemente uma verdade criada é estimada em algo concretamente real. A descoberta do obsoleto mostra que a humanidade não inventa mais nada. Surpreende-se com a inteligência que homens despretensiosos ousaram ter e assusta-se que a ambição pelo poder não tenha sido o motor da criação. Assim a magnitude das coisas remanejadas é reduzida a “pó, a cinza, a nada”.E a humanidade caminha para o futuro enquanto a mente humana regride a irracionalidade.

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