Me droguei de sonhos
E retornei à realidade lógica e...
Temerária
De fato não há que se falar em sonhos
Quando a aritmética irritantemente exata da vida
resulta na inevitabilidade dos fatos
Entretanto, por que haveria de ser essa realidade tão oscilante se há uma sinergia convergente à repetição dos ciclos?
A realidade pulsa na cadência do imutável, mas oscila em consonância com as emoções claramente mutáveis
Há então frações fungíveis da vida...
Enquanto outras (boa parte delas) são tão somente impassíveis de mudança
(nesse momento a angustiante passividade da constatação avulta)
A ressaca da minha escolha lúdica se acaba
E constato, depois de uma sacudida brusca de Orpheu, que vivo em vários momentos um determinismo aniquilador
Sobejaz a vontade singular
E o consensualismo se mostra como um mero disfarce dos fracos
Incapazes de encarar
que não há livre-arbítrio em todas as práticas
Irredutíveis no seu egocentrismo inflexível a aceitar que algo escapa de suas mãos que seguram o mundo
Não, não é só na inevitabilidade da morte
A vida é que aponta mais evidências
"Eterno Retorno do Mesmo" dizem, todavia, os sábios
Divagante círculo real...
Findo o êxtase da epifania
Só me resta sonhar novamente
Para acordar com as mesmas constatações frustrantes
É o que chamam "a arte da vida"
Agora diria eu o "determinismo aniquilador"
Na dialética da metamorfose e do insuscetível de alteração vivo
E confio a Deus a direção
Alguém há de saber para que rumo segue o intransponível.
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