Desembaraço

Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...

terça-feira, 22 de março de 2011

Volúpia

  
Toda epifania é uma tentativa em êxito de calar uma interrogação de bar

?!
Uma volúpia desconcertante pede retorno
Clama por alumbramento
Que dê sentido a elucubração vazia,
Torne-a consagração interior.
Pregam a vazão do espírito, despretensiosamente
Com ar de sabedoria de bairro
Alguns poucos falsos ignorantes incrédulos fingem saber mais
Então, transgride-se em verdade a inutilidade dos que nada sabem
Mas CRÊEM
Aquele ponto de latência
Que antes apenas incomodava as mentes cediças por dor
Como a fisgada de dente alheia em boca nossa agora choram
Mas da pergunta insurge a resposta
E o desconforto retorce-se do avesso
Vira epifania presa
Ansiosa por filosofias complexas
Encadeamento de razões dispersas
Na subjetividade de pensadores calados pela terra
E inquietos pela imortalidade
Premissas e teoremas,
Tentativas em êxito
De calar uma interrogação etílica
Com uso da alteridade descontínua
Quebrada e reconstruída pela ansiedade da descoberta pessoal
Eu e outro gauche, na minha psicologia terapêutica de ébrio!
Estás aí?
Sábios bêbados,
Triunfos da eloqüência reveladora
Do pueril pensamento transitável
Na reflexão intransigentemente coerente
Humanitismo insensato superficialmente frágil
Não encontra respaldo combativo
Na lógica coesa dos cientificismos
Apenas abalos sem quebras definitivas
Burrice alcoolizada
Inteligentemente metástica
Câncer da pergunta muda
?
??
????
.....................................................................
A prática da civilidade social
É Impenetrável aos socialismos,
Baratas utopias na mente capitalista
E o oxímoro humano mais brutal
Unido à apatia da revolução nulificada
Torna tudo paisagem de Sanzio
Enquanto morrem Picassos nas almas sensíveis
Qualquer teoria prévia vira platonismo
Ou alucinação surrealista,
Quando os valores se invertem
A introspecção é a causa do inteligível?
O inteligível, razão da introspecção?
Há outras coisas com que se preocupar
A fora da porta não há espaço aos estóicos
Tampem os ouvidos a todos os discípulos de transgressões
Se estômagos cheios se fecham a raciocínios
O que dirão bocas vazias?
Não há aceitação de retórica dadaísta
Quando os pratos não se vêem abastados
Tal qual os bolsos das eficácias maturas da politicagem
“Mundo, eterno retorno do mesmo...”
Barbárie medieval
Acrescida de acumulação material
...Bomba atômica
Explode a crítica
Deixa em estado de plasma corações,
Rochosos corações solidificados
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Retira do ser o fluido pensante
Capaz de fazer aquelas baratas utopias
Que só nutrem mentes doloridas!
Aos sãos a cura é a complacência
A apatia da não filosofia
Valor universal, o tátil
Unanimidade, a guerra
Vale a troca?
Sabe-se lá em Pasárgada
Aqui, perto do estéril turbilhão da rua
Abarrotada de dor de homem sem emplasto machadiano
Não há implícitos em materialidades

Nem entendimento em superficialidades

Há apenas perguntas sem mais êxtase de revelação
??













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