O termo é intolerante.
Cada dia que passa me torno mais desse bicho
Não tenho paciência para as falhas dos outros
Como se eu não errasse
Mas parece que meus erros tem um tranto de acerto
Não por arrogância, mas porque não viso à incorreção
E vejo as pessoas almejando as falhas
Ou, ao menos, aprendendo a conviver pacificamente com elas
Em um determinismo passivo
Como um carma kardecista
Eu não suporto os meus deslizes
E se não convivo em harmonia com meus filhos torpes
Como hei de tolerar os monstros alheios?
Eu quero consertar minha prole torta
O que apontam negligente me angustia
Não hei de suportar o fraco com sutileza
Covarde o que não admite
Preguiçoso o que deixa passar
Há compaixão de um maníaco por limpeza em um muquifo?
Surto de Faxina.
Muitos tapam os meus olhos ao filho drogado
O que se há de fazer? Muito, imbecil!
Leve à reabilitação
É o que é possível
Para desculpar-me do mundo
Pedir-lhe perdão por não ter acertado, por ter me omitido, por ter permitido
Talvez continue viciado no erro
Mas é a parte admissível da apatia, posto que ativa
Não se cala a Ânsia no amém
Talvez seja velhice
É... deve ser
O tempo é intolerante
Ora o outra ele cobra
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