Desembaraço

Finalmente, tive coragem. Publiquei meus textos. Todos aqueles por anos calados no meu HD saltitaram pelo www, para poderem ser criticados e ridicularizados. Haviam sido lidos por amigos da mais alta intimidade que talvez silenciaram um riso de desdêm. Agora estão aí jogados às piranhas, para o apetite coletivo. Não temo mais o embaraço...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Inspiração

Sem melancolia, não faço poesia. Preciso facear a solidão, enfrentar a dor, me embebedar de incorfomismo. Preciso estar na escuridão, sofrer de amor, ou titubear de frente pro abismo. Nada macula meus vícios, só acordo da bebida com um tapa rosto. Nem me abalo com isso, não me importa o gosto. Continuo no álcool. A arte da bebida é mesmo desatino, faz combustão para meus dois cigarros. A parte desmedida eu satiro, sem consternação escuto os minutos de sarros. Sem pena, não há poema. É a tristeza que faz o respirar da vida, é o se afundar no fundo do poço que me faz não ver saída. Nenhum bom soneto se faz sem um pingo de auto punição. É sem graça não me reverto em destruição. Qual é o choro dos alegres d'alma? A calma não faz rimas humanas. Se engana se acha que estes versos emergem de uma paixão. É no anseio da morte que me vem inspiração... 

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